A História da Igreja Batista Central de Brasília

A Igreja Batista Central de Brasília (IBCB) nasceu no coração de Deus. O projeto tornou-se realidade em 1967, por meio do Pastor Elias Brito Sobrinho e outros 17 primeiros membros, foi fundada a Congregação Batista Central, filiada à Primeira Igreja Batista de Brasília (PIB) do Núcleo Bandeirantes, então conhecido como Cidade Livre.

Antes da construção do antigo barracão de madeira a Igreja Batista Central não possuía sede e, por isso, os poucos membros reuniam-se no templo da Igreja de Deus, situada na 410 Sul. Foi nesse lugar que aconteceu a organização da IBCB, por intermédio da assinatura de cartas demissionárias, como consta na Ata de 30 de Abril de 1967, onde os membros desligaram-se de suas igrejas de origem para filiarem-se à Central.

Foi ainda nessa época que o Ministro Antônio Martins Villas Boas, pediu oração, em uma reunião administrativa, para que o templo pudesse ser construído. Ele apresentou nessa mesma reunião do conselho a planta já aprovada pela prefeitura a qual, anos depois, foi trocada pelo atual projeto. Foi também do Ministro Villas Boas a idéia, acatada por unanimidade, de se construir um galpão de madeira no terreno já comprado, na 603 Sul, para facilitar a transferência dos membros para o novo local.

Depois do Pastor Elias Brito Sobrinho, outros pastores – Gilberto Viegas Fernandes, Humberto Viegas, Antônio Varizo Júnior e João Guizelini, foram os responsáveis por conduzir as atividades da Central, que recebeu esse nome por localizar-se no centro-sul da cidade, uma vez que, naquela época, poucas igrejas haviam sido construídas no Plano Piloto.

Com a saída do pastor João Guizelini a IBCB ficou sem líder. Em seu discurso de despedida Guizelini disse que sua oração sincera era para que a Igreja fosse o centro de um grande avivamento em Brasília.

Pouco tempo depois o pastor Vilarindo Lima veio do Rio de Janeiro para a Capital da República com sua esposa Carmem de Araújo e filhos. Inicialmente, o pastor Vilarindo somente freqüentou os cultos da Central.

Na primeira reunião da qual ele participou foi lido o Salmo 127. Dois meses depois dessa reunião administrativa, em 5 de abril de 1970, um dos membros, Vanair Rodrigues de Carvalho, sugeriu que se convidasse o pastor Vilarindo para presidir os trabalhos. Na oportunidade, o pastor disse que pertencia à Aliança Congregacional do Brasil, mas que não tinha restrições congregacionais porque o Espírito Santo já havia removido essa barreira de sua vida.

Foi em 18 de abril de 1971 que o pastor Vilarindo foi empossado presidente. Depois disso, o primeiro passo foi propor o lançamento da pedra fundamental da Igreja. Ficou decidido, por unanimidade, que a cerimônia seria realizada no dia 1º de maio, aniversário da Congregação. Entre os participantes do evento, destaque para a presença dos pastores Antônio Varizo Júnior, Elias Brito Sobrinho e Daniel Bonfim. Na oportunidade, foi lido o Salmo 127.

Depois da implantação da pedra fundamental, iniciou-se a campanha apara a construção do templo, encabeçada pelo Ministro Villas Boas. A nova planta que foi apresentada contou com a participação de Aurino Valoir, então deputado federal, que, juntamente com sua esposa, Natália Valoir, conseguiu o desenho para o projeto da fachada da Central em uma revista americana. “Eu e meu marido fomos à Igreja Memorial Batista buscar a revista. A fachada da Central foi escolhida a partir de um projeto-modelo muito bonito para a época. A Igreja Memorial Batista também foi construída externamente com uma planta daquela revista importada”, conta Natália Valoir.

Os relatos das atas da época dão conta ainda de que, além dos primeiros projetos de construção, o Departamento Infantil também teve início nesse período, pelas mãos de Ruth Varizo, primeira mulher a iniciar as atividades infantis, debaixo de uma árvore, em frente ao terreno poeirento da Igreja. “Ela ministrava embaixo de uma lona conseguida pelo Exército”, lembra o pastor Vilarindo.

Dois anos e meio depois de iniciadas as obras de construção foi inaugurado, em 1981, o atual templo, com capacidade para duas mil pessoas.

O Pastor Vilarindo Lima e sua esposa Carmem Araújo moravam no Rio de Janeiro. Separados para o ministério, ambos iniciaram a vida cristã na Igreja Congregacional do Encantado, no Rio de Janeiro. Mas foi na Igreja Congregacional de Parada de Lucas, também no Rio, que ele foi consagrado pastor e iniciou o ministério, em 26 de novembro de 1968.

Tempos depois da conversão do pastor Vilarindo, começou a revelação de Deus para o ministério do casal. Foi numa tarde em que ele participou de uma reunião de oração quando Deus disse sobre sua mudança para a nova Capital. “Deus me disse que seria enviado para uma cidade de edifícios deitados. Disse ainda que eu começaria meu ministério numa edificação de madeira e que a obra iria crescer. Duas vezes depois Ele me confirmou essa profecia”, lembra o pastor Vilarindo.

Enquanto trabalhava presidindo uma igreja com 250 membros, ainda no Rio, recebeu um convite, do General Orlando Geisel, para servir no Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), em Brasília. Quinze dias depois do convite, a Família Lima já estava hospedada na cidade onde reside até hoje.

Ao chegar em Brasília, o pastor Vilarindo começou a visitar igrejas. Numa noite, enquanto assistia ao culto na Batista Central, Deus confirmou que aquele era o lugar escolhido para ele. “Este é o lugar que tenho para ti. Isso foi o que o Senhor me disse naquele culto”, disse Vilarindo.

Foi naquele barracão simples, construído de madeira envernizada e coberta de telhas de fibrocimento que se iniciou o ministério do pastor Vilarindo Lima na Igreja Batista Central de Brasília.


Igreja Batista Central de Brasília

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